{"id":4502,"date":"2016-08-05T00:00:00","date_gmt":"2016-08-05T05:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/repam.net\/as-comunidades-eclesiais-base-cebs-e-renovacao-paroquial\/"},"modified":"2016-08-05T00:00:00","modified_gmt":"2016-08-05T05:00:00","slug":"as-comunidades-eclesiais-base-cebs-e-renovacao-paroquial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.repam.net\/es\/as-comunidades-eclesiais-base-cebs-e-renovacao-paroquial\/","title":{"rendered":"AS COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE \u2013 CEBS E RENOVA\u00c7\u00c3O PAROQUIAL"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right\">Adital<\/p>\n<p style=\"text-align: right\">\u00a0Autor: Pedro A. Ribeiro de Oliveira<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O debate sobre renova\u00e7\u00e3o paroquial come\u00e7ou h\u00e1 mais de meio s\u00e9culo. Era um tema muito estudado pela sociologia religiosa dos anos 1960, quando pesquisas sobre a urbaniza\u00e7\u00e3o colocavam em quest\u00e3o a efic\u00e1cia pastoral da par\u00f3quia para cidades de m\u00e9dio e grande porte. O que estava em quest\u00e3o n\u00e3o era somente a rela\u00e7\u00e3o entre o pequeno n\u00famero de padres e o aumento demogr\u00e1fico da popula\u00e7\u00e3o, mas principalmente a inadequa\u00e7\u00e3o daquela institui\u00e7\u00e3o herdada da cristandade ao estilo de vida contempor\u00e2neo. Nos anos seguintes a renova\u00e7\u00e3o pastoral impulsionada pelo Conc\u00edlio Ecum\u00eanico de Vaticano II esvaziou aquele debate ao ensejar novas formas de organiza\u00e7\u00e3o eclesial marcadas pela participa\u00e7\u00e3o ativa do laicato. O debate acabou saindo da pauta pastoral na medida em que ela se abria para o tema mais candente da rela\u00e7\u00e3o Igreja e Mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Surpreendentemente para quem participou daquele debate, hoje o tema da par\u00f3quia retorna \u00e0 agenda pastoral com toda for\u00e7a. O Documento de Aparecida prop\u00f5e que a par\u00f3quia seja uma &#8220;comunidade de comunidades\u201d (324) e a CNBB assume essa proposta como uma de suas prioridades. \u00c9 como se o tempo tivesse apagado os resultados de tantos estudos e a vitalidade da par\u00f3quia dependesse apenas da vontade dos agentes de pastoral. Nesse contexto, apresento aqui minha reflex\u00e3o sobre a estrutura da par\u00f3quia e sua rela\u00e7\u00e3o com as Comunidades Eclesiais de Base \u2013 CEBs. Fa\u00e7o-o a partir de minha \u00e1rea de compet\u00eancia \u2013 a Sociologia das institui\u00e7\u00f5es religiosas \u2013 e tomo como refer\u00eancia a realidade do Brasil consciente de que o problema transcende as fronteiras nacionais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pensado como <em>comunica\u00e7\u00e3o <\/em>e n\u00e3o como artigo acad\u00eamico, adotei um estilo direto, s\u00f3 recorrendo \u00e0s cita\u00e7\u00f5es indispens\u00e1veis. O texto est\u00e1 assim constru\u00eddo em tr\u00eas partes. Na primeira apresento a estrutura paroquial revelada pelas pesquisas; em seguida trato a emerg\u00eancia das CEBs e suas formas de rela\u00e7\u00e3o com a par\u00f3quia e termino com a reflex\u00e3o sobre a possibilidade de renova\u00e7\u00e3o paroquial a partir das CEBs.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>1 A estrutura centralista da par\u00f3quia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Entre as mais de vinte pesquisas que compunham o que se tornou o primeiro Plano de Pastoral de Conjunto da CNBB, de 1966-70<a name=\"_ftnref1\"><\/a><a href=\"..\/..\/..\/tatia\/Desktop\/ADITAL\/19%20DE%20%20JULHO\/Art%20port%201%20CEBs%20e%20renovacao%20paroquial.rtf#_ftn1\">[1]<\/a>, uma tinha por objeto a par\u00f3quia. Confiada a Francisco Rolim, grande pesquisador no campo da Sociologia da religi\u00e3o, ela revelou que o funcionamento da par\u00f3quia obedece a uma estrutura que Rolim qualificou como &#8220;atom\u00edstica\u201d porque \u2013 tal como a imagem de um \u00e1tomo \u2013 tudo gira em torno de um n\u00facleo: a figura do p\u00e1roco ou vig\u00e1rio paroquial<a name=\"_ftnref2\"><\/a><a href=\"..\/..\/..\/tatia\/Desktop\/ADITAL\/19%20DE%20%20JULHO\/Art%20port%201%20CEBs%20e%20renovacao%20paroquial.rtf#_ftn2\">[2]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nomeado pelo bispo e a ele subordinado, o padre \u00e9 quem orienta todos os organismos paroquiais: grupos de catequese, liturgia e assist\u00eancia social; as antigas e novas associa\u00e7\u00f5es pias ou caritativas; e as capelas ou espa\u00e7os de celebra\u00e7\u00e3o existentes na \u00e1rea. Nada pode existir na par\u00f3quia sem o consentimento do p\u00e1roco<a name=\"_ftnref3\"><\/a><a href=\"..\/..\/..\/tatia\/Desktop\/ADITAL\/19%20DE%20%20JULHO\/Art%20port%201%20CEBs%20e%20renovacao%20paroquial.rtf#_ftn3\">[3]<\/a>. Conv\u00e9m lembrar que esta \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o estrutural do p\u00e1roco, reconhecida pelo Direito Can\u00f4nico e pelos estatutos dos grupos, mas cada padre tem seu modo pessoal de exercer sua fun\u00e7\u00e3o como p\u00e1roco ou vig\u00e1rio: pode exerc\u00ea-la desde o modo mais autorit\u00e1rio at\u00e9 o modo mais participativo. Tamb\u00e9m os fi\u00e9is t\u00eam essa liberdade: quem discorda da orienta\u00e7\u00e3o imprimida pelo padre deixa de lado aquela par\u00f3quia e passa frequentar outra na qual se sinta \u00e0 vontade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Essa estrutura internamente diversificada favorece muito a inclus\u00e3o de diferentes tipos de leigos e leigas. Cada qual encontrar\u00e1 na par\u00f3quia o grupo com o qual tem maior afinidade, seja em termos devocionais, seja em termos de a\u00e7\u00e3o social ou de servi\u00e7os internos (catequese, liturgia, d\u00edzimo etc). Muito importante \u00e9 a sua capacidade de incluir tamb\u00e9m os n\u00e3o-praticantes que frequentam a par\u00f3quia apenas nas grandes festas religiosas e em ocasi\u00f5es sociais (missa de defuntos, casamento etc). Quando o padre \u00e9 aberto \u00e0s diferentes express\u00f5es do catolicismo \u2013 ou pelo menos tolerante a elas \u2013 sua par\u00f3quia acolher\u00e1 muitos grupos ou movimentos sem que colidam entre si, porque todos eles s\u00f3 ao padre prestam contas. Essa estrutura adequa-se, portanto, a uma pastoral que visa antes de tudo fazer chegar os sacramentos a toda a popula\u00e7\u00e3o: as pessoas devotas participar\u00e3o de pequenos grupos onde se sentem acolhidas e valorizadas em sua op\u00e7\u00e3o religiosa, enquanto as que se distanciaram da vida sacramental s\u00f3 esporadicamente vir\u00e3o \u00e0s celebra\u00e7\u00f5es, mas ningu\u00e9m ser\u00e1 exclu\u00eddo da par\u00f3quia por n\u00e3o ter a pr\u00e1tica regular dos sacramentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Para funcionar bem, essa estrutura favor\u00e1vel \u00e0 inclus\u00e3o de diferentes tipos de cat\u00f3licos precisa ter como contrapartida e complemento a demanda de servi\u00e7os religiosos que \u00e9 acionada pelas fam\u00edlias cat\u00f3licas. S\u00e3o elas que buscam na par\u00f3quia a catequese e os sacramentos para os filhos, a celebra\u00e7\u00e3o dominical, o espa\u00e7o para grupos de ora\u00e7\u00e3o, reflex\u00e3o b\u00edblica, a\u00e7\u00e3o social ou outros servi\u00e7os pr\u00f3prios \u00e0 par\u00f3quia. Aqui reside o ponto fraco da estrutura paroquial: ela favorece a inclus\u00e3o de toda pessoa que a procura, mas faltam-lhe instrumentos institucionais eficazes para atrair a popula\u00e7\u00e3o. Em outras palavras, a estrutura paroquial \u00e9 antes receptiva do que ativa. Ela abre seu espa\u00e7o para as pr\u00e1ticas religiosas da popula\u00e7\u00e3o cat\u00f3lica, mas n\u00e3o tem como trazer para dentro dela quem n\u00e3o sente necessidade de praticar o catolicismo em companhia de outras pessoas. E esta \u00e9 uma realidade do Brasil: diminui o n\u00famero de cat\u00f3licos nas faixas et\u00e1rias abaixo de 30 anos, provocando o gradual esvaziamento das par\u00f3quias quanto ao n\u00famero de frequentadores. Mais grave do que esse esvaziamento quantitativo \u00e9 que sua influ\u00eancia na vida social e moral praticamente restringe-se \u00e0s fam\u00edlias cat\u00f3licas. Neste sentido, pode-se qualificar a estrutura da par\u00f3quia como <em>centr\u00edpeta<\/em>: sua for\u00e7a na sociedade reside em atender a popula\u00e7\u00e3o chamando-a para dentro dela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>2 A irrup\u00e7\u00e3o das CEBs e sua rela\u00e7\u00e3o com a par\u00f3quia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Desde a Confer\u00eancia de Medell\u00edn, em 1968, multiplicaram-se as CEBs na Am\u00e9rica Latina e Caribe como frutos do projeto de Igreja preconizado pelo Conc\u00edlio Ecum\u00eanico de 1962-65. Concretiza\u00e7\u00f5es locais da Igreja, elas adquiriram diferentes formas conforme o contexto social, pol\u00edtico, cultural e eclesi\u00e1stico onde se desenvolveram, sem abrir m\u00e3o dos eixos organizadores que lhes conferem a mesma identidade<a name=\"_ftnref4\"><\/a><a href=\"..\/..\/..\/tatia\/Desktop\/ADITAL\/19%20DE%20%20JULHO\/Art%20port%201%20CEBs%20e%20renovacao%20paroquial.rtf#_ftn4\">[4]<\/a>. Num documento de 1982, dedicado exclusivamente a esse tema, dizem os bispos do Brasil:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A CEB n\u00e3o \u00e9 um movimento, \u00e9 nova forma de ser Igreja. \u00c9 a primeira c\u00e9lula do grande organismo eclesial ou, como diz Medell\u00edn, &#8220;a c\u00e9lula inicial de estrutura\u00e7\u00e3o eclesial\u201d. Como Igreja, a CEB guarda as caracter\u00edsticas fundamentais que Cristo quis dar \u00e0 comunidade eclesial. A CEB \u00e9 uma maneira nova de realizar a mesma comunidade eclesial que \u00e9 o Corpo de Cristo. (Documentos da CNBB n. 25, #79).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ao reconhecer na CEB uma <em>nova forma de ser Igreja<\/em>, a CNBB aponta para o fato de ela n\u00e3o ser um <em>movimento <\/em>mas uma &#8220;maneira nova de realizar a mesma comunidade eclesial\u201d. Nova, em meu entender, por duas raz\u00f5es. A primeira \u00e9 sua orienta\u00e7\u00e3o <em>ad extra<\/em> \u2013 para usar uma express\u00e3o t\u00edpica do p\u00f3s-conc\u00edlio. Diferentemente da par\u00f3quia, de orienta\u00e7\u00e3o <em>centr\u00edpeta<\/em>, a CEB tem clara orienta\u00e7\u00e3o <em>centr\u00edfuga<\/em>: ela estimula seus membros \u00e0 participa\u00e7\u00e3o ativa no mundo, visando sua transforma\u00e7\u00e3o ao modo afirmado pela <em>Gaudium et Spes.<\/em> Por esse motivo muitas CEBs s\u00e3o acusadas de darem maior prioridade \u00e0 a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica do que \u00e0s pr\u00e1ticas religiosas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A segunda raz\u00e3o dessa novidade, menos percept\u00edvel, \u00e9 que a CEB representa a supera\u00e7\u00e3o da par\u00f3quia como <em>base<\/em> da estrutura eclesial. As CEBs nascem num momento em que muitos padres deixam o minist\u00e9rio sacerdotal, tornando especialmente dif\u00edcil encontrar quem se dispusesse a atender regularmente as \u00e1reas rurais, bem como as favelas e periferias urbanas em plena expans\u00e3o nos anos 1960 a 1980. Nessas \u00e1reas carentes de sacerdotes, a entrega de atividades pastorais a religiosas, leigos e leigas era praticamente a \u00fanica solu\u00e7\u00e3o para n\u00e3o deixar a sua popula\u00e7\u00e3o sem atendimento pastoral e sacramental<a name=\"_ftnref5\"><\/a><a href=\"..\/..\/..\/tatia\/Desktop\/ADITAL\/19%20DE%20%20JULHO\/Art%20port%201%20CEBs%20e%20renovacao%20paroquial.rtf#_ftn5\">[5]<\/a>. Onde, ao contr\u00e1rio, as par\u00f3quias eram regularmente providas de padres \u2013 geralmente em zonas urbanas bem consolidadas e pequenas cidades \u2013 foram raras as CEBs. Em suma, as CEBs tiveram sua origem e se desenvolveram \u00e0 margem da estrutura can\u00f4nica da par\u00f3quia, dando origem ao que chamo de <em>estrutura pastoral<\/em>: a articula\u00e7\u00e3o entre CNBB, CEBs e Pastorais sociais. <a name=\"_ftnref6\"><\/a><a href=\"..\/..\/..\/tatia\/Desktop\/ADITAL\/19%20DE%20%20JULHO\/Art%20port%201%20CEBs%20e%20renovacao%20paroquial.rtf#_ftn6\">[6]<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Aqui se coloca a quest\u00e3o sobre as rela\u00e7\u00f5es entre CEBs e par\u00f3quias, que apresenta enorme gama de variantes entre dois pontos extremos: num polo, dioceses que se recusam a aceitar a exist\u00eancia de CEBs; noutro, uma igreja particular sem par\u00f3quias e toda estruturada sobre CEBs<a name=\"_ftnref7\"><\/a><a href=\"..\/..\/..\/tatia\/Desktop\/ADITAL\/19%20DE%20%20JULHO\/Art%20port%201%20CEBs%20e%20renovacao%20paroquial.rtf#_ftn7\">[7]<\/a>. Entre esses extremos s\u00e3o muitas as combina\u00e7\u00f5es poss\u00edveis. Assinalo aqui as tr\u00eas formas pastoralmente mais importantes: (i) a CEB renova a par\u00f3quia ao incluir-se nela \u2013 \u00e9 a par\u00f3quia <em>com <\/em>CEBs, (ii) a CEB transforma a par\u00f3quia numa par\u00f3quia <em>de<\/em> CEBs ou (iii) s\u00e3o gerados organismos pastorais como <em>\u00e1reas <\/em>ou <em>setores pastorais <\/em>que substituem a par\u00f3quia. Vejamos cada uma delas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Par\u00f3quia <em>com <\/em>CEBs: \u00e9 certamente o caso mais frequente. Aproveitando a capacidade receptiva de sua estrutura a que me referi antes, a par\u00f3quia adota as CEBs criadas em seu territ\u00f3rio como uma entre outras formas leg\u00edtimas de express\u00e3o do catolicismo. A condi\u00e7\u00e3o, como foi apontado anteriormente, \u00e9 que as CEBs se submetam \u00e0 autoridade do p\u00e1roco e n\u00e3o contestem a validade das outras formas de express\u00e3o religiosa existentes na par\u00f3quia. Nesse modelo as CEBs passaram a ocupar o lugar estrutural das antigas capelas dando-lhes um novo rosto pastoral, enquanto na matriz podiam-se manter as caracter\u00edsticas anteriores \u00e0 renova\u00e7\u00e3o provocada pelo Conc\u00edlio Vaticano II. Ainda hoje podem ser encontradas par\u00f3quias <em>com<\/em> CEBs cuja matriz s\u00f3 foi renovada pelo movimento carism\u00e1tico, enquanto as capelas de periferia s\u00e3o aut\u00eanticas CEBs.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Par\u00f3quia <em>de <\/em>CEBs: \u00e9 aquela onde o p\u00e1roco abandonou sua fun\u00e7\u00e3o centralizadora e favoreceu a constitui\u00e7\u00e3o de CEBs em todo o territ\u00f3rio paroquial, passando a assumir a fun\u00e7\u00e3o de supervisor ou coordenador pastoral com uma equipe de animadores e animadoras. Tal mudan\u00e7a na organiza\u00e7\u00e3o paroquial requer afinidade entre o p\u00e1roco e o bispo local quanto \u00e0s op\u00e7\u00f5es pastorais, porque ela atinge a pr\u00f3pria estrutura paroquial. Em meu entendimento, as par\u00f3quias <em>de <\/em>CEBs desenvolveram-se principalmente em zonas do interior ou de periferia porque ali as par\u00f3quias, sendo de constitui\u00e7\u00e3o recente, eram menos r\u00edgidas em sua estrutura e tornavam-se atraentes a padres bem afinados com as orienta\u00e7\u00f5es pastorais do Conc\u00edlio Vaticano II<a name=\"_ftnref8\"><\/a><a href=\"..\/..\/..\/tatia\/Desktop\/ADITAL\/19%20DE%20%20JULHO\/Art%20port%201%20CEBs%20e%20renovacao%20paroquial.rtf#_ftn8\">[8]<\/a>. Uma experi\u00eancia original, que merece aten\u00e7\u00e3o, foi a da cidade de Volta Redonda-RJ, cujas par\u00f3quias foram fundidas numa <em>par\u00f3quia \u00fanica<\/em> sob o cuidado de uma equipe de padres, sem distin\u00e7\u00e3o pastoral entre as antigas matrizes e as novas comunidades. Ainda hoje h\u00e1 registros de par\u00f3quias <em>de <\/em>CEBs em algumas dioceses<a name=\"_ftnref9\"><\/a><a href=\"..\/..\/..\/tatia\/Desktop\/ADITAL\/19%20DE%20%20JULHO\/Art%20port%201%20CEBs%20e%20renovacao%20paroquial.rtf#_ftn9\">[9]<\/a>, mas eu mesmo n\u00e3o posso garantir a validade dessa informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>\u00c1rea<\/em> (ou <em>setor<\/em>)<em> pastoral<\/em>: foi a solu\u00e7\u00e3o mais usual para superar os condicionamentos das normas can\u00f4nicas e favorecer o reconhecimento pastoral de territ\u00f3rios socialmente homog\u00eaneos independentemente dos limites oficiais das par\u00f3quias. As <em>\u00e1reas <\/em>podiam estender-se pelo territ\u00f3rio de duas ou mais par\u00f3quias ou compreender partes de v\u00e1rias par\u00f3quias, mas o mais frequente era sua cria\u00e7\u00e3o em \u00e1reas de expans\u00e3o nas periferias das cidades. Tendo presente que nas d\u00e9cadas de 1960 a 80 ocorreu um intenso processo de ocupa\u00e7\u00e3o de terras pela popula\u00e7\u00e3o que deixava a zona rural, criavam-se ent\u00e3o favelas (em morros e outras \u00e1reas in\u00f3spitas das cidades) e zonas de ocupa\u00e7\u00e3o nas periferias. Em alguns casos pol\u00edticas p\u00fablicas buscavam urbanizar esses espa\u00e7os transformando-os em bairros ou conjuntos habitacionais constru\u00eddos pelo poder p\u00fablico. Para dar conta do atendimento desses novos e variados aglomerados humanos a diocese criava <em>\u00e1reas pastorais<\/em> para coordenar as comunidades que ali surgiam. Os padres designados para essa miss\u00e3o n\u00e3o recebiam investidura como p\u00e1rocos \u2013 mesmo porque as <em>\u00e1reas<\/em> n\u00e3o tinham status can\u00f4nico \u2013 mas sim a atribui\u00e7\u00e3o de coordenar as equipes que animavam cada comunidade, fazendo uma pastoral de conjunto<a name=\"_ftnref10\"><\/a><a href=\"..\/..\/..\/tatia\/Desktop\/ADITAL\/19%20DE%20%20JULHO\/Art%20port%201%20CEBs%20e%20renovacao%20paroquial.rtf#_ftn10\">[10]<\/a>. Com frequ\u00eancia essa tarefa era assumida por dois ou mais padres que se tornavam correspons\u00e1veis pela <em>\u00e1rea <\/em>que lhes era confiada. Pelo que conheci dessas experi\u00eancias, tenho a impress\u00e3o de que esse trabalho em equipe era facilitado quando os padres j\u00e1 tinham alguma afinidade pr\u00e9via (mesma congrega\u00e7\u00e3o religiosa, origin\u00e1rios do mesmo pa\u00eds europeu, etc). Normalmente essa equipe respons\u00e1vel pela <em>\u00e1rea <\/em>era composta tamb\u00e9m por religiosas (era o tempo forte da <em>inser\u00e7\u00e3o<\/em> nos meios populares) e eventualmente por leigas ou leigos liberados para a pastoral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Acontece que muita coisa mudou desde 1982, quando foi produzido o documento que consagrou a express\u00e3o &#8220;nova forma de ser Igreja\u201d. Os pontificados de Jo\u00e3o Paulo II e Bento XVI refor\u00e7aram a centralidade romana (em detrimento das confer\u00eancias episcopais), revigoraram as par\u00f3quias (em detrimento das CEBs) e deram todo apoio a <em>movimentos eclesiais <\/em>(em detrimento das Pastorais sociais). Nesse modelo de Igreja onde as decis\u00f5es se concentram no clero, as CEBs perderam o antigo espa\u00e7o. Para sobreviverem, tornaram-se uma esp\u00e9cie de <em>movimento eclesial<\/em> que, \u00e0 semelhan\u00e7a de outros <em>movimentos<\/em>, congrega pessoas a partir de um mesmo caminho espiritual \u2013 neste caso, a espiritualidade ligada aos pobres e sua liberta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O Documento de Aparecida refor\u00e7a esse entendimento das CEBs como forma de <em>movimento eclesial <\/em>ao trat\u00e1-las no t\u00f3pico 5.2.3 juntamente com as Pequenas Comunidades. Afirma o D. A. (grifos meus):<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como resposta \u00e0s exig\u00eancias da evangeliza\u00e7\u00e3o, junto com as comunidades eclesiais de base, existem outras formas v\u00e1lidas de pequenas comunidades, inclusive redes de comunidades, de movimentos, grupos de vida, de ora\u00e7\u00e3o e de reflex\u00e3o da palavra de Deus. Todas as comunidades e grupos eclesiais dar\u00e3o fruto na medida em que a Eucaristia for o centro de sua vida e a Palavra de Deus for o farol de seu caminho e de sua atua\u00e7\u00e3o na \u00fanica Igreja de Cristo. (DA, 2007, n. 180).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Nesse entendimento, as CEBs n\u00e3o seriam mais do que uma das v\u00e1rias formas poss\u00edveis de se congregarem os fi\u00e9is cat\u00f3licos dentro da par\u00f3quia, que deve ser uma &#8220;comunidade de comunidades\u201d. Muitas CEBs n\u00e3o se reconheceram nesse formato e tentaram manter sua forma original de &#8220;primeira c\u00e9lula do grande organismo eclesial\u201d, mas contra elas pesaram as normas can\u00f4nicas que n\u00e3o reconhecem sua autonomia e poucas restaram. O resultado \u00e9 que elas s\u00f3 sobrevivem em sua forma original onde t\u00eam o apoio da autoridade eclesi\u00e1stica local \u2013 o bispo ou o p\u00e1roco \u2013 ou em zonas n\u00e3o atingidas pelo processo de restaura\u00e7\u00e3o paroquial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>3 CEBs: fator de renova\u00e7\u00e3o paroquial?<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O impulso dado por Francisco para que a Igreja cat\u00f3lica se ponha <em>em sa\u00edda<\/em> desafia a par\u00f3quia a mudar sua orienta\u00e7\u00e3o pastoral: em vez de priorizar a atra\u00e7\u00e3o de mais gente para as celebra\u00e7\u00f5es e cultos de louvor, trata-se de dar prioridade ao servi\u00e7o \u00e0 vida e ao cuidado da &#8220;casa comum\u201d. Esse chamado papal tem levado n\u00e3o poucos agentes de pastoral a se lan\u00e7arem nessa miss\u00e3o <em>ad extra<\/em>. \u00c9 nesse momento que padres e bispos percebem que a estrutura paroquial n\u00e3o lhes \u00e9 favor\u00e1vel por ser voltada para os servi\u00e7os <em>ad intra<\/em>. Coloca-se ent\u00e3o a proposta de renova\u00e7\u00e3o da par\u00f3quia para dar-lhe um impulso mission\u00e1rio. Nesse contexto, as CEBs s\u00e3o chamadas a contribuir para o processo de renova\u00e7\u00e3o paroquial. Aqui se coloca a pergunta com que concluo esta reflex\u00e3o: seriam as CEBs capazes de tornar as par\u00f3quias espa\u00e7os <em>em sa\u00edda <\/em>para o mundo?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pelo que foi exposto at\u00e9 aqui, o leitor ou leitora pode deduzir que a resposta \u00e9 negativa: a hist\u00f3ria das CEBs mostra que elas s\u00f3 se desenvolveram na medida em que sa\u00edram do alcance das normas can\u00f4nicas que regem a pastoral paroquial. Ao formar microestruturas paralelas \u2013 a par\u00f3quia <em>com <\/em>CEBs \u2013, ao criar uma rede de comunidades \u2013 a par\u00f3quia <em>de <\/em>CEBs \u2013, e ao estabelecer como espa\u00e7o de a\u00e7\u00e3o as <em>\u00e1reas pastorais <\/em>as CEBs <em>de fato<\/em> deixaram em desuso as normas can\u00f4nicas em prol das necessidades pastorais. Essa \u00e9 a realidade que eu constatei em d\u00e9cadas de pesquisa sobre as estruturas de Igreja no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Cabe, por\u00e9m, uma reflex\u00e3o de car\u00e1ter te\u00f3rico sobre essa experi\u00eancia hist\u00f3rica das rela\u00e7\u00f5es entre CEBs e par\u00f3quias, para que os dados emp\u00edricos n\u00e3o se tornem empecilhos \u00e0 necess\u00e1ria criatividade pastoral. At\u00e9 que venham a ser refutados por novas pesquisas, os dados acima apresentados corroboram a hip\u00f3tese da estrutura <em>centr\u00edpeta <\/em>da par\u00f3quia: as rela\u00e7\u00f5es entre seus componentes est\u00e3o articuladas em fun\u00e7\u00e3o do atendimento da demanda religiosa da popula\u00e7\u00e3o (ou das fam\u00edlias) que mora no territ\u00f3rio sob sua jurisdi\u00e7\u00e3o. Essas rela\u00e7\u00f5es t\u00eam como fulcro a figura jur\u00eddica do p\u00e1roco, da qual dependem todas as atividades paroquiais. Posto que essas rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o reguladas pelo Direito Can\u00f4nico, tudo depende da orienta\u00e7\u00e3o pastoral que este d\u00e1 \u00e0 par\u00f3quia cujo governo lhe \u00e9 conferido pelo bispo, nada podendo ser feito sem o seu consentimento. Somente o bispo pode impedir que o p\u00e1roco dirija a par\u00f3quia conforme melhor lhe pare\u00e7a, embora haja muitos casos em que o pr\u00f3prio bispo se omite para n\u00e3o agravar tens\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Essa autonomia pastoral do p\u00e1roco permite que ele governe sua par\u00f3quia de modo descentralizado e participativo, e estimule a exist\u00eancia de CEBs e Pastorais voltadas para a a\u00e7\u00e3o transformadora no mundo. Nada garante, por\u00e9m, que quando ele for substitu\u00eddo por um padre com orienta\u00e7\u00e3o pastoral diferente, mantenha-se a descentraliza\u00e7\u00e3o, a participa\u00e7\u00e3o e a a\u00e7\u00e3o transformadora. Da\u00ed a inadequa\u00e7\u00e3o estrutural da par\u00f3quia \u00e0 proposta de Igreja <em>em sa\u00edda<\/em>, pelo menos enquanto vigorar o atual C\u00f3digo de Direito Can\u00f4nico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Conclus\u00e3o<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O que fazer, ent\u00e3o, para implementar a proposta do Conc\u00edlio Vaticano II, agora retomada por Francisco, sem mexer no Direito Can\u00f4nico? O caminho mais vi\u00e1vel \u00e9, certamente, a cria\u00e7\u00e3o de <em>\u00e1reas pastorais <\/em>incorporando diferentes par\u00f3quias numa efetiva unidade territorial de grande dimens\u00e3o, sob a coordena\u00e7\u00e3o de uma equipe formada por padres, religiosas, leigas e leigos. Caber\u00e1 a essa equipe assumir os servi\u00e7os de forma\u00e7\u00e3o e anima\u00e7\u00e3o das muitas e variadas pequenas comunidades que, ao se reunirem para a celebra\u00e7\u00e3o dominical v\u00e3o-se enraizando na realidade local como Comunidades Eclesiais de Base propriamente ditas. Nesse caso, as par\u00f3quias n\u00e3o precisam ser extintas, mas sim pastoralmente desativadas, conservando apenas as fun\u00e7\u00f5es burocr\u00e1tico-administrativas <em>pro forma<\/em>. Nesse sentido, substitui-se a proposta de &#8220;par\u00f3quia: comunidade de comunidades\u201d por &#8220;<em>\u00e1rea pastoral<\/em>: comunidade de par\u00f3quias\u201d. A\u00ed, sim, faz-se um passo importante na renova\u00e7\u00e3o das estruturas eclesi\u00e1sticas em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 &#8220;nova forma de ser Igreja\u201d como Igreja <em>em sa\u00edda<\/em>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>REFER\u00caNCIAS:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">CONFER\u00caNCIA DO EPISCOPADO LATINO-AMERICANO E DO CARIBE (5.: 2007: <strong>Aparecida<\/strong>). Bras\u00edlia: CNBB; S\u00e3o Paulo: Paulinas: Paulus; 2007. (Documento de Aparecida \u2013 DA).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">MEDINA, Carlos A. de; OLIVEIRA, Pedro A. Ribeiro de. Autoridade e Participa\u00e7\u00e3o: um estudo sociol\u00f3gico da Igreja Cat\u00f3lica. Petr\u00f3polis: Vozes, 1973.<\/p>\n<p>CONFER\u00caNCIA NACIONAL DOS BISPOS NO BRASIL \u2013 CNBB. Plano de Pastoral de Conjunto da CNBB \u2013 1966-1970. Documentos da CNBB n. 77. Dispon\u00edvel em:&lt; http:\/\/www.cnbb.org.br\/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=140-77-plano-de-pastoral-de-conjunto-1966-1970&amp;Itemid=251&gt;.<\/p>\n<p>CONFER\u00caNCIA NACIONAL DOS BISPOS NO BRASIL \u2013 CNBB. As comunidades eclesiais de base na Igreja do Brasil. 7\u00aa. reuni\u00e3o ordin\u00e1ria do Conselho Permanente. 1982. Documentos da CNBB n. 25. Dispon\u00edvel em:&lt; http:\/\/www.cnbb.org.br\/index.php?option=com_docman&amp;view=download&amp;alias=87-25-as-comunidades-eclesiais-de-base-na-igreja-do-brasil&amp;Itemid=251&gt;.<\/p>\n<p><a name=\"_ftn1\"><\/a><a href=\"..\/..\/..\/tatia\/Desktop\/ADITAL\/19%20DE%20%20JULHO\/Art%20port%201%20CEBs%20e%20renovacao%20paroquial.rtf#_ftnref1\">[1]<\/a> As pesquisas foram realizadas sob a coordena\u00e7\u00e3o do CERIS, sob a supervis\u00e3o de Pe. Affonso Gregory e C. A. de Medina, tendo sido publicadas em forma mimeografada. Uma tentativa de s\u00edntese foi elaborada por Medina e por mim e foi publicada em forma de livro: <em>Autoridade e Participa\u00e7\u00e3o<\/em>, Petr\u00f3polis, Vozes, 1973.<\/p>\n<p><a name=\"_ftn2\"><\/a><a href=\"..\/..\/..\/tatia\/Desktop\/ADITAL\/19%20DE%20%20JULHO\/Art%20port%201%20CEBs%20e%20renovacao%20paroquial.rtf#_ftnref2\">[2]<\/a> Embora essa descri\u00e7\u00e3o da estrutura paroquial baseie-se em pesquisa realizada h\u00e1 50 anos atr\u00e1s, at\u00e9 hoje n\u00e3o encontrei dados suficientemente relevantes para refut\u00e1-la. Como \u00e9 pr\u00f3prio da an\u00e1lise estrutural, ela simplifica o real para detectar as rela\u00e7\u00f5es que definem diferentes objetos sociais como elementos de um mesmo conjunto. \u00c9 evidente que cada par\u00f3quia \u00e9 \u00fanica, mas \u00e0 Sociologia cabe mostrar como cada uma realiza a seu modo o mesmo modelo institucional subjacente em todas elas.<\/p>\n<p><a name=\"_ftn3\"><\/a><a href=\"..\/..\/..\/tatia\/Desktop\/ADITAL\/19%20DE%20%20JULHO\/Art%20port%201%20CEBs%20e%20renovacao%20paroquial.rtf#_ftnref3\">[3]<\/a> O pr\u00f3prio bispo tem dificuldade de interferir na par\u00f3quia sem a anu\u00eancia do p\u00e1roco. Sei do caso do padre que exclu\u00eda do quadro de catequistas de sua par\u00f3quia quem fosse ao curso oferecido pela diocese.<\/p>\n<p><a name=\"_ftn4\"><\/a><a href=\"..\/..\/..\/tatia\/Desktop\/ADITAL\/19%20DE%20%20JULHO\/Art%20port%201%20CEBs%20e%20renovacao%20paroquial.rtf#_ftnref4\">[4]<\/a> D. Lu\u00eds Fernandes, que promoveu os dois primeiros encontros intereclesiais (1975 e 1976), relacionava os eixos organizadores das CEBs aos quatro grandes documentos conciliares: <em>Dei Verbum <\/em>&gt; espiritualidade b\u00edblica, <em>Gaudium et Spes<\/em> &gt; atividade transformadora no mundo, <em>Lumen Gentium<\/em> <em>&gt; <\/em>coordena\u00e7\u00e3o partilhada e <em>Sacrosanctum Concilium <\/em>&gt; celebra\u00e7\u00e3o dominical na comunidade.<\/p>\n<p><a name=\"_ftn5\"><\/a><a href=\"..\/..\/..\/tatia\/Desktop\/ADITAL\/19%20DE%20%20JULHO\/Art%20port%201%20CEBs%20e%20renovacao%20paroquial.rtf#_ftnref5\">[5]<\/a> O primeiro ensaio de confiar a leigos a celebra\u00e7\u00e3o dominical da comunidade foi feito pouco antes do Conc\u00edlio Vaticano II pelo bispo de Barra do Pira\u00ed, que temia o avan\u00e7o protestante onde n\u00e3o houvesse padre.<\/p>\n<p><a name=\"_ftn6\"><\/a><a href=\"..\/..\/..\/tatia\/Desktop\/ADITAL\/19%20DE%20%20JULHO\/Art%20port%201%20CEBs%20e%20renovacao%20paroquial.rtf#_ftnref6\">[6]<\/a> A <strong>CNBB<\/strong>situa-se no <strong>\u00e1pice<\/strong> dessa estrutura triangular. Ela confere identidade cat\u00f3lica e articula os elementos dessa estrutura em n\u00edveis regional e nacional. As <strong>CEBs<\/strong>, espalhadas por todo o Pa\u00eds e inseridas nas diversas associa\u00e7\u00f5es, conselhos locais e movimentos sociais, asseguram a capilaridade e a mobiliza\u00e7\u00e3o das <strong>bases<\/strong>. Enfim, as <strong><em>Pastorais sociais<\/em><\/strong>, presentes nos diversos setores da <strong>sociedade<\/strong>, d\u00e3o \u00e0 Igreja incid\u00eancia sobre os temas de ponta da realidade e contribuem para a incultura\u00e7\u00e3o da Igreja no Brasil real.<\/p>\n<p><a name=\"_ftn7\"><\/a><a href=\"..\/..\/..\/tatia\/Desktop\/ADITAL\/19%20DE%20%20JULHO\/Art%20port%201%20CEBs%20e%20renovacao%20paroquial.rtf#_ftnref7\">[7]<\/a> Foi a Prelazia de S\u00e3o F\u00e9lix do Araguaia \u2013 MT, enquanto era seu bispo D. Pedro Casald\u00e1liga.<\/p>\n<p><a name=\"_ftn8\"><\/a><a href=\"..\/..\/..\/tatia\/Desktop\/ADITAL\/19%20DE%20%20JULHO\/Art%20port%201%20CEBs%20e%20renovacao%20paroquial.rtf#_ftnref8\">[8]<\/a> Muito importante foi a vinda de padres da Europa, imbu\u00eddos do esp\u00edrito reformador do conc\u00edlio.<\/p>\n<p><a name=\"_ftn9\"><\/a><a href=\"..\/..\/..\/tatia\/Desktop\/ADITAL\/19%20DE%20%20JULHO\/Art%20port%201%20CEBs%20e%20renovacao%20paroquial.rtf#_ftnref9\">[9]<\/a> S\u00e3o dioceses da regi\u00e3o amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p><a name=\"_ftn10\"><\/a><a href=\"..\/..\/..\/tatia\/Desktop\/ADITAL\/19%20DE%20%20JULHO\/Art%20port%201%20CEBs%20e%20renovacao%20paroquial.rtf#_ftnref10\">[10]<\/a> Uma comunidade favoravelmente localizada na conflu\u00eancia de linhas de \u00f4nibus ou outros meios de transporte prestava os servi\u00e7os burocr\u00e1ticos de registros, como se fosse uma secretaria paroquial<\/p>\n<p>Pedro A. Ribeiro de Oliveira<\/p>\n<p>Professor no Mestrado em Ci\u00eancias da Religi\u00e3o da PUC-Minas e Consultor de ISER-Assessoria<\/p>\n<p>Rio de Janeiro, RJ \u2013 Brasil<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adital \u00a0Autor: Pedro A. Ribeiro de Oliveira O debate sobre renova\u00e7\u00e3o paroquial come\u00e7ou h\u00e1 mais de meio s\u00e9culo. Era um tema muito estudado pela sociologia religiosa dos anos 1960, quando pesquisas sobre a urbaniza\u00e7\u00e3o colocavam em quest\u00e3o a efic\u00e1cia pastoral da par\u00f3quia para cidades de m\u00e9dio e grande porte. 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