
A declaração oficial do Dia Mundial da Vida Selvagem foi decretada pelas Nações Unidas para gerar conscientização sobre a importância da fauna e da flora para o planeta. A Pan-Amazônia é um lugar com grande quantidade de espécies, tanto animais quanto vegetais, importantes para o equilíbrio biológico, o que por sua vez influencia a regulação do clima do planeta e a manutenção das garantias de vida.
Por: Equipe de Comunicações da REPAM
Cada uma das espécies que habitam nossa Pan-Amazônia desempenha um papel transcendental na manutenção das condições que permitem aos ecossistemas e ao planeta inteiro funcionar de forma adequada. Em uma referência feita pela World Wildlife Fund (WWF), estabelece-se que a Amazônia abriga uma em cada dez espécies conhecidas na Terra: cerca de 40 mil espécies de plantas, 3 mil espécies de peixes de água doce e aproximadamente 370 tipos de répteis. Nosso imenso território verde é considerado um dos últimos refúgios para onças-pintadas, águias harpias e botos-cor-de-rosa. A filosofia de São Francisco nos convida a manter a harmonia que ainda hoje existe entre as espécies do nosso planeta; por isso, evocamos a proteção da vida selvagem, não apenas na Pan-Amazônia, mas também nos diferentes biomas.
Neste 2026, o tema do Dia Mundial da Vida Selvagem é “Plantas medicinais e aromáticas: conservar a saúde, o patrimônio natural e os meios de subsistência”. Isso nos leva a citar a grande quantidade de saberes que perduram no coração dos povos indígenas, as práticas que ainda vivem nas comunidades e, naturalmente, o número já mencionado de espécies vegetais. Os processos farmacêuticos modernos têm suas bases em práticas ancestrais de diferentes povos ao redor do mundo; grande quantidade de plantas do território Pan-Amazônico é utilizada atualmente na industrialização de medicamentos e tratamentos. Além disso, a espiritualidade baseada no uso de espécies vegetais mostra um caminho de alternativas e ferramentas culturais que fazem parte da vida selvagem do bioma amazônico.
O convite que permanece neste dia é o de criar diferentes ações que permitam proteger a vida selvagem e, ao mesmo tempo, o equilíbrio biológico. A subsistência e os meios de vida de quem habita o planeta estão totalmente ligados à vida selvagem. Desde a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM), incentivamos a proteção de cada uma das formas de vida e a replicar a filosofia de São Francisco para encontrar a harmonia e a fraternidade entre cada uma das espécies.