
Após uma reunião realizada em Brasília, tanto a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) quanto a Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA) dão continuidade aos processos de projeção e coordenação para 2026. No caso da REPAM, a articulação é importante para o terceiro ciclo que, recordemos, teve início em 1º de janeiro sob a direção de Ximena Lombana, como secretária executiva da rede; nesta ocasião, e durante a reunião de 4 e 5 de fevereiro, o comitê da REPAM Equador deu ênfase à problemática ambiental e aos desafios que se apresentam à Igreja.
Por: Equipe de Comunicações da REPAM
A Casa de Encontros Inti Pungo acolheu o grupo de representantes de ambas as instituições. Pela REPAM, participaram do encontro Dom Rafael Cob, presidente da rede; Ximena Lombana, secretária executiva; Dom Adalberto Jiménez, presidente do comitê da REPAM Equador; e a Irmã Ximena Vizcaíno, secretária do comitê da REPAM Equador. Pela CEAMA, estiveram presentes o cardeal Pedro Barreto, presidente da conferência, e Mauricio López, da coordenação da CEAMA no Equador. Além disso, contou-se com a presença de Romina Gallegos e Rafael Garrido SJ, do Programa Universitário Amazônico (PUAM).
A reunião abordou os desafios atuais e as projeções que tanto a REPAM quanto a CEAMA se propõem para o seu trabalho no território pan-amazônico. A relação entre ambas as organizações foi debatida pelos presentes, insistindo-se na necessidade de definir a essência, missão e visão de cada uma, mantendo a ideia de “caminhar juntos” em favor dos povos que habitam a Pan-Amazônia, de seu território e de seus meios de vida. Os representantes das duas estruturas eclesiais destacaram que “é importante ter espaços de construção, com uma linha de base que permita identidade, maior clareza e funcionalidade tanto da CEAMA quanto da REPAM”.
Em linha com o que foi desenvolvido na última reunião das duas organizações em Brasília, foi possível estabelecer que o trabalho a ser realizado neste novo ciclo requer não apenas uma coordenação entre a REPAM e a CEAMA, mas também um trabalho interinstitucional com outras representações da Igreja Católica na América Latina. A partir da conexão e do processo de transição orientados para o futuro, abordados em Brasília, em Puyo passou-se à representação de um retorno às origens, ao nascimento da rede, como chave para uma projeção estratégica.