Redes eclesiais latino-americanas em contextos de extrativismo propõem um diálogo justo para a transformação de conflitos

A iniciativa está expressa em um documento de reflexão, assinado pelos bispos presidentes e secretários executivos das redes: REPAM, REGCHAG, REMAM, Pax Christi, a Comissão Brasileira de Justiça e Paz e a Rede Igrejas e Mineração. O objetivo do documento é buscar um discernimento profundo, que gere um compromisso em favor das pessoas e populações impactadas e empobrecidas em razão do extrativismo predatório.

Por: Equipe de Comunicação da REPAM

“Estamos vivendo um momento de extrema gravidade para o nosso planeta e para toda a comunidade da vida”, afirma o documento em sua introdução, fazendo referência ao Chamado pela Justiça Climática e pela Casa Comum, subscrito pelas conferências e conselhos episcopais católicos da África, Ásia, América Latina e Caribe. Como já foi apontado em diferentes espaços, sabemos que o planeta se encontra em pontos de “não retorno” em meio à crise climática e ambiental; uma realidade que levou organizações e diferentes organismos (entre eles, a Igreja) a propor soluções contundentes e sérias diante desse cenário.

As redes eclesiais estabelecem que o texto nasce, sobretudo, do acompanhamento às comunidades afetadas pelo extrativismo, uma realidade que continua gerando contaminação, deslocamentos, conflitos, violações de direitos e diversas formas de violência em nossa Pátria Grande. Por sua vez, fazem um chamado a decisões corajosas e a transformações profundas nos modelos de desenvolvimento, produção e consumo, bem como nas estruturas de poder que hoje condicionam a vida dos povos e da Casa Comum.

Conheça o documento completo aqui: