
A nova equipe da presidência da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA) permanecerá até o ano de 2030. O desenvolvimento da IV assembleia da CEAMA reafirmou o compromisso com um caminho sinodal, onde convergem diversas vocações, ministérios e culturas a serviço da vida na Amazônia.
Por: Equipe de Comunicações da REPAM
O encontro de diálogo foi realizado na cidade de Bogotá, nas instalações do Conselho Episcopal Latino-Americano e Caribenho (CELAM); ali, mais de 90 participantes, representantes de cada um dos países amazônicos, reuniram-se para continuar traçando o caminho de ação da conferência. Segundo foi manifestado, “a nova presidência expressou com clareza o rosto de uma Igreja que caminha com os povos”. A CEAMA também destaca que “bispos, leigos, líderes indígenas e a vida religiosa se mantêm unidos na missão de anunciar o Evangelho e defender a Casa Comum”.
A presidência
Como presidente da conferência, foi eleito o Cardeal Leonardo Steiner OFM, atual arcebispo de Manaus, na Amazônia brasileira, e cardeal presbítero de São Leonardo de Porto. O cardeal Steiner fez seus votos como membro da Ordem dos Frades Menores (OFM) em agosto de 1976. Entre seus estudos, destacam-se a filosofia e a teologia com os franciscanos de Petrópolis e a Faculdade Salesiana de Lorena. Também é doutor em filosofia e tem se destacado por sua experiência como pároco e mestre de noviços. Em 2022, foi nomeado presidente da Comissão Episcopal Especial para a Amazônia; antes de assumir a presidência da CEAMA, Steiner foi vice-presidente da conferência, o que indica seu conhecimento sobre o funcionamento da organização.
Na vice-presidência, a representação dos presbíteros foi assumida pelo Pe. Jesús Huamán Conisilla, do Vicariato Apostólico de Puerto Maldonado, no Peru; a CEAMA destacou que o sacerdote possui experiência em contextos amazônicos e que seu ministério tem sido marcado pela proximidade com as comunidades e pelo trabalho pastoral em territórios multiculturais. A representação dos povos indígenas foi assumida por Juan Urañavi, membro do povo Guaraya da Bolívia; o novo vice-presidente está vinculado ao Vicariato Apostólico de Ñuflo de Chávez e, segundo a conferência, tem uma vida dedicada ao serviço eclesial e comunitário; além disso, projeta o protagonismo que os povos originários devem ter na vida da Igreja amazônica.
Por parte da vida religiosa, a vice-presidência da CEAMA conta com a representação da Ir. Sonia Maria Pinho de Matos, pertencente à Arquidiocese de Manaus, no Brasil, e membro da Congregação das Irmãs Adoradoras do Sangue de Cristo; em sua experiência, destaca-se o trabalho pastoral na Amazônia e um serviço marcado pela proximidade com as comunidades, pelo conhecimento do território como sinal de uma presença profética e comprometida. Na representação do laicato, Marva Joy Hawksworth assumirá o papel de vice-presidenta da CEAMA; está vinculada à Diocese de Georgetown, na Guiana, e é membro do povo indígena Macushi; possui uma vocação educativa e mantém um compromisso com a interculturalidade voltada aos processos formativos no bioma amazônico.
Da REPAM
A CEAMA e exalta o caminho que vem sendo trilhado de forma conjunta. Os sinais dos tempos nos convocam hoje, mais do que nunca, a fortalecer a unidade de uma Igreja com rosto amazônico, profética e em saída. Do mesmo modo, agradecemos à presidência anterior da CEAMA por sua acolhida fraterna e pelo apoio administrativo e financeiro oferecido à REPAM neste III ciclo que se inicia; sem dúvida, esse gesto fortalece nosso caminhar conjunto a serviço da Pan-Amazônia. Seguimos tecendo redes e navegando pelos rios da Amazônia, impulsionados pelo sonho do Reino e caminhando em comunhão para o cuidado da vida digna, dos povos e do bioma amazônico.